No longínquo ano de 1903, na região norte da velha Itália, mais precisamente na cidade de Nápoles, nascia um pequeno garoto que não poderia imaginar o que o destino lhe reservara.

Desde criança o pequeno Bigorninha já chamava a tenção pela habilidade que demonstrava na cozinha. Sempre ao lado de sua mãe, uma italiana tradicionalíssima, ele ajudava no preparo das refeições. Enquanto isso o pai, comerciante, ficava o dia todo cuidando de sua pequena vendinha.

Com o passar dos anos Bigorninha foi crescendo e como não poderia deixar de ser começou a trabalhar como ajudante de cozinha em alguns dos melhores restaurantes de Nápoles. A cada dia um novo aprendizado. E pouco tempo depois ele começava demonstrar suas habilidades.

Aos 25 anos fundou seu primeiro restaurante especializado em massas. A clientela foi crescendo e seu restaurante tomando prestígio. E quando menos esperava o destino lhe apresentou o grande amor de sua vida.

Certa vez, enquanto Bigorna cuidava da cozinha, o garçom todo embaraçado ao atender tantos pedidos de um grupo de turistas brasileiros, tropeçou e derrubou toda comida. Uma das turistas, faminta, começou a gritar e solicitou a presença do proprietário. Bigorna deixou sua cozinha e foi resolver o problema. Chegou até a mesa e, enquanto se desculpava, perguntou quem havia solicitado sua presença. A mulher então se levantou e, não mais conseguiu se queixar. Foi amor à primeira vista. Bigorna então encontrou seu grande amor e a partir daquele instante começaram uma linda história de amor.

A garota voltou ao Brasil. E sem se importarem com a distância namoraram algum tempo através de cartas. Até que um dia Bigorna não agüentando mais de tanta solidão, a pediu em casamento e mudou-se para sua nova pátrias: Brasil. Moraram na cidade de São Paulo, onde o senhor Bigorna abriu um restaurante no bairro do Bexiga e lá morou por mais de 50 anos. Especializou-se como pizzaiolo e ganhou vários prêmios nesse quesito.

Já cansado de tanto trabalho e com o futuro garantido, senhor Bigorna resolveu mudase para uma cidade mais calma e aproveitar sua aposentadoria. O local escolhido foi o interior do estado. Mais precisamente a cidade de São José do Rio Preto, onde montou nesta linda mansão o Cortiço do Bigorna.

Escolheu a dedo os quatro inquilinos. Queria pessoas de bem e em quem pudesse confiar. Mais do que amigos, seu Bigorna os considera como filhos.

Com o passar do Tempo seu Bigorna, em conversas informais, ensinou toda sua técnica aos garotos. Até o dia em que eles resolveram abrir um estabelecimento em homenagem ao seu mentor.

Seu Bigorna então pensou, coçou seu saudoso bigode e concordou. Ainda que meio desconfiado, fez algumas exigências aos seus inquilinos :